Subvenções nacionais

África subsariana, 2015

NOTA: Este convite das propostas está agora fechada

Subvenções nacionais no âmbito do programa BID procuram estabelecer ou reforçar infraestruturas nacionais de informação sobre biodiversidade e aumentar os dados de biodiversidade disponíveis sobre o país para responder a prioridades nacionais.

Processo de submissão de candidaturas

O prazo para a apresentação de proporstas de África Subsariana foi de 20 novembro de 2015. GBIF e do painel de avaliação da proposta forneceram feedback e recomendações aos candidatos convidados a preparar propostas completas.

As candidaturas devem ser apresentadas em inglês utilizando o modelo adequado.

Por favor, note que as aplicações recebidas com atraso ou incompletos não serão tidos em conta pela painel de avaliação.

Objetivos

Os objetivos específicos das subvenções nacionais de mobilização de dados de biodiversidade são:

  • Estabelecer ou reforçar infraestruturas nacionais de informação sobre biodiversidade
  • Aumentar os dados de biodiversidade disponíveis, no e para além do período de subvenção
  • Aplicar os dados de biodiversidade para responder a prioridades de conservação

O programa geral de BID tem como alvo dois resultados principais:

  1. Aumento da capacidade de mobilização efetiva e uso da informação sobre biodiversidade.
  2. Aumento da disponibilidade de recursos de informação e orientação sobre boas práticas para a mobilização e aplicação da informação sobre biodiversidade às principais necessidades políticas.

Critérios de avaliação

As propostas serão avaliadas mediante os critérios seguintes:

  1. Alinhamento do projeto com os objetivos e prioridades do programa BID.
  2. Alinhamento do projeto com necessidades claramente definidas de informação sobre a biodiversidade e com o desenvolvimento de capacidades na proposta.
  3. As contribuições complementares do projeto para as necessidades de dados regionais, incluindo as definidas na declaração "Africa Rising" e no plano de ação.
  4. Sucesso demonstrado e experiência prévia na realização de projetos semelhantes.
  5. Possibilidade de o projeto fornecer exemplos de boas práticas na aplicação da informação sobre a biodiversidade na tomada de decisões.
  6. A quantidade, qualidade e relevância dos dados de biodiversidade propostos para mobilização, sendo dada preferência aos projetos que mobilizem dados de biodiversidade associados a áreas protegidas, espécies ameaçadas e espécies exóticas invasoras.
  7. Poder dos planos para desenvolver e manter a capacidade institucional após as ações do projeto.
  8. Nível de apoio nacional e relação qualidade/preço das ações propostas; o equilíbrio entre o nível de financiamento solicitado ao programa BID e o co-financiamento contribuído pelos parceiros do projeto.
  9. Valor previsto dos resultados do projeto, tanto no contexto nacional, como regional e na comunidade GBIF mais vasta.
  10. Escolha e diversidade dos parceiros do projeto, sendo dada preferência a projetos que tenham a participação confirmada de uma rede de detentores de dados e utilizadores de dados diversificada.
  11. A qualidade da conceção do projeto e a avaliação de risco; a monitorização e os planos de avaliação serão avaliados nas propostas completas.

Duração do projeto

Os projetos selecionados podem iniciar as suas atividades em junho de 2016, com as atividades do projeto a continuar durante, no máximo, dois anos (terminando em junho de 2018) e com um período final de seis meses de relatório e avaliação (terminando em dezembro de 2018). Todos os projetos devem terminar a 31 de dezembro de 2018.

Financiamento disponível

Até €60.000 por subvenção nacional. No decurso do programa BID, o máximo total de financiamento do projeto que qualquer candidato único pode receber é de €60.000.

Tipos de atividade de subvenção nacional

As subvenções nacionais devem incluir, pelo menos, uma atividade que contribua para cada uma das três categorias componentes. Cada categoria apresentada abaixo inclui uma lista não exclusiva dos tipos possíveis de atividade:

  1. Aumento da capacidade de sistemas nacionais de informação sobre a biodiversidade:
  2. Avaliar a detenção de dados de biodiversidade e as necessidades dos utilizadores, através de um inquérito ou estudo.
    Desenvolver um plano estratégico para o sistema de informação sobre a biodiversidade.
  3. Organizar workshops de intervenientes nacionais para envolver a comunidade de detentores e utilizadores de dados de biodiversidade.
  4. Formalizar parcerias através de acordos institucionais, políticas de partilha de dados e o aval público de estratégias de mobilização.
  5. Estabelecer estruturas de governação para os sistemas de informação sobre a biodiversidade (incluindo a representação de ministérios, principais instituições detentoras ou utilizadoras de dados de biodiversidade, etc.).
  6. Definir uma infraestrutura para o sistema de informação sobre a biodiversidade, visando apoiar a publicação e gestão de dados.
  7. Dar formação aos intervenientes sobre a mobilização e gestão de dados, como por exemplo através de workshops para partilhar o conhecimento obtido através da frequência dos dois workshops de aumento da capacidade do programa BID.
  8. Atividades para mobilizar dados de biodiversidade:
  9. Compilar inventários de detenções de dados de biodiversidade (por exemplo, implementar catálogos de metadados).
  10. Digitalizar e publicar coleções de história natural e informação sobre biodiversidade a partir da literatura.
  11. Mobilizar a ocorrência de espécies e os dados baseados em amostragem a partir de redes de observação e sistemas de monitorização, tais como espécies exóticas invasoras, espécies na Lista Vermelha e espécies endémicas.
  12. Validar e publicar checklists regionais, nacionais e locais de espécies, lista de espécies exóticas invasoras ou listas de espécies ameaçadas.
  13. Preparar artigos de dados para melhorar a reutilizabilidade dos dados de biodiversidade mobilizados.
  14. Integrar informação sobre biodiversidade nos processos de criação de políticas e de tomada de decisões:
  15. Levar a cabo inquéritos ou workshops para compreender os requisitos dos dados de biodiversidade para casos de utilização específica.
  16. Definir grupos de utilizadores para orientar a implementação de projetos sobre temas prioritários identificados, tais como agrobiodiversidade, biodiversidade urbana e áreas protegidas.
  17. Dirigir workshops e ações de divulgação que promovam a utilização de dados abertos acessíveis, como por exemplo nos relatórios de biodiversidade ao nível nacional.
  18. Organizar workshops sobre técnicas de análise de dados.
  19. Aplicar dados de biodiversidade em processos de tomada de decisão.
  20. Documentar casos de utilização e partilhá-los com parceiros na região.
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Este programa é financiado pela União Europeia